HISTÓRIA

Minha História Profissional é a garantia de qualidade do meu trabalho a todos os meus clientes e, mais importante do que isso, minha carreira de Dj pode vir a servir de inspiração para muitos jovens, amantes da música, e por isso, achei interessante descreve-la.

Sou nascido no Estado de São Paulo, mas minha carreira de Dj começou em 1981 quando Eu tinha 12 anos e minha família morava em Foz do Iguaçu (PR). Meus pais tinham um comércio no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e, passar o início da minha adolescência numa cidade linda como aquela foi uma coisa muito marcante na minha vida.

Naquela época era moda fazer “festinha americana“ nas casas dos colegas de escola. Os meninos levavam refrigerantes e as meninas salgadinhos e bolo. Montávamos um som na garagem e enquanto todos dançavam, era eu quem ficava colocando os discos, porém, isso não passava de brincadeira até que, após sofrer um acidente de moto, fraturei a perna e fiquei quatro meses de gesso. Foi uma época difícil, pois enquanto minha turma jogava bola eu ficava deitado numa poltrona com a perna esticada. A única coisa que podia fazer era ouvir música. Passava o dia inteiro ouvindo rádio, gravando fitas k-7 e fazendo montagens no “pause” do tape. Por outro lado, a paixão que eu tinha pela música foi aumentando e o resultado não poderia ser outro.

Em 1984, com 15 anos e já morando de volta a São José do Rio Preto (SP), arrumei emprego de Auxiliar de Técnico na Rádio Centro América AM, que estava para inaugurar. Foi uma experiência complicada, pois o que eu queria era ficar no Studio com os locutores e não me arrastando pelos telhados passando fios e cabos ou ter que ficar indo ao transmissor para ver se estava tudo certo, enfim, o que eu queria mesmo era estar em contato com a música e a “magia” de fazer rádio. De qualquer forma serviu para que eu tivesse contato com o meio e com pessoas que me ajudariam mais tarde em outros serviços.

Paralelo ao serviço na rádio eu já começava a tocar como Dj profissionalmente. Fui contratado para ser o Dj Residente na Boate do Grêmio Recreativo de Engenheiro Schmidt, em Schmidt, perto de Rio Preto, sendo essa a minha primeira experiência como Dj ganhando algum dinheiro. Interessante lembrar que na época não existia CD e todo o som que eu tocava era de fitas K-7, aquelas mesmas que eu havia gravado quando estava de gesso na perna, ou de discos de novelas da época, pois os importados não chegavam lá. Foi uma escola e tanto!

No final de 1985, com 16 anos, fui trabalhar na Rede Metropolitana de Rádio e, aí sim, como Operador de Som. Comecei na Metropolitana FM e também cobria as folgas do pessoal da Metropolitana AM e acho que daí nasceu essa minha agilidade e criatividade, pois os programas da AM tinham que ter fundo musical, vinhetas para qualquer coisa, dois ou mais locutores, telefone ao vivo no ar e também as matérias gravadas no horário do jornal da rádio… Puxa vida! Que escola! Depois de um dia de estágio na Metrô FM de São Paulo passei para a Gravadora da Rádio Metropolitana onde fiquei até início de 1987, quando mudei de empresa e fui trabalhar no Grupo Luiz Homero de Comunicação. Lá comecei pela Rádio Onda Nova FM e também na Brasil Novo AM, onde tive contato com a loucura que é fazer transmissões esportivas. Que correria… Vinhetas e tudo mais… Nos finais de semana era Dj Residente da Boate do Rio Preto Futebol Clube. Lembro-me, como se fosse ontem, eu tocando para umas 2.000 pessoas usando ainda fitas k-7 e dois toca-discos Polivox sem pitch nem nada. Era aventura pura! A única dificuldade que realmente eu tinha era o fato das baladas acabarem às 4h da manhã e eu ainda tinha que correr para abrir a rádio. De vez em quando eu precisava correr com o carro, entrar pela contramão e, às vezes, dava de frente com a viatura da polícia. Mas eles entendiam minha pressa… Nunca me multaram ou me proibiram de prosseguir, porque também, se eu atrasasse para abrir a rádio o meu pagamento atrasava uns dias também, hehehe…

Em 1988, com 19 anos, fui transferido para a Gravadora Som Novo onde me aperfeiçoei ainda mais nas gravações e ao mesmo tempo fazia festas nas principais casas noturnas da Região de Rio Preto como Dj Convidado até que, em 1989, após uma breve passagem pela Rádio Cidade FM de Rio Preto, mudei para Campinas.

Após procurar emprego de rádio em rádio sem conseguir nada, fui trabalhar como Operador de VT na TVB (Afiliada ao SBT). Trabalhei durante todo o ano de 1990. Foi uma escola muito importante na minha vida também, porém, descobri que meu futuro mesmo era com a música e no início de 1991, com 22 anos, após minha saída da TV, comecei a fazer festas nos bairros de Campinas. Deu tanto certo que resolvi montar uma discoteca, a “OVER DOWN”, em Souzas (Distrito de Campinas). A discoteca, que era uma parceria com o Clube Recreativo de Souzas, foi um sucesso, porém, não o suficiente para durar depois da troca de diretoria e interesses do clube e, devido a isso, deixei a discoteca de lado ainda em 1991 e entrei como Dj Residente no Arraial Disco Clube, que ficava em Souzas também. O Arraial foi à consagração do meu conhecimento, pois, como era uma casa noturna de dança de salão, tive que colocar em prática todo o meu repertório que conhecia das rádios AM por onde trabalhei. Eu tocava desde Valsa, Bolero, Chá chá chá, Mambo, etc. Em 1992 montei uma nova discoteca, a “New York Dance”, homenagem a Boate New York de São José do Rio Preto, porém, essa era uma casa de “Black Music”, na cidade de Hortolândia que funcionou durante um ano. Após acabar o contrato de locação do prédio, fechei a discoteca e continuei sendo Dj no Arraial até o final de 1994.

Já em 1995, com 26 anos, fui trabalhar na Dreams, loja de CD no centro de Campinas, como vendedor. Foi uma ótima experiência, pois tive contato com Jazz, Blues, enfim, estilos que eu não conhecia até então. Foi lá que fiz amizades importantes com vários Djs de Campinas e região, dentre eles, o Thiago Cazzaro que, na época, era o Dj Residente da Pachá-Brasil. Foi ele quem arrumou pra mim, em setembro de 1996, o emprego de Dj Residente do Café Cancun-Campinas. Para falar do Cancun eu precisaria um capitulo a parte ou um livro inteiro. Mas basta dizer aqui que foi no Cancun que conheci melhor o pessoal das Rádios de Campinas e surgiu o convite feito pelo Guilherme Quércia para que eu fizesse o programa “Lunch Break” na Rádio Nova FM aos sábados, programa que durou até a mudança da programação da Rádio em dezembro de 1996.

Em 1997, com 28 anos, numa reunião na Educadora FM de Campinas tratando sobre a implantação de um programa na Rádio de Dance Music comercial. A escolha do nome “Super Pista” foi deles, enquanto a responsabilidade pelas mixagens era toda minha. O programa estreou na Rádio Educadora FM no dia 12 de abril de 1997 e fiquei no comando até janeiro de 2009, portanto, quase 12 anos.

O sucesso do Super Pista foi tão grande que, através das gravadoras Spotlight Records, Ultra Music e Fieldzz/Universal Music fiz parte dos CDs lançados pelo Programa em 1997, 2000 e 2003. Outra repercussão do sucesso foi em janeiro de 2007, quando estreamos o programa Super Beats pela Rádio Inovadora FM da cidade de Porto Ferreira/SP, mas, por causa da distância e da dificuldade de acompanhar de perto, resolvi deixar o programa mais tarde.

De Janeiro à Maio de 2009 trabalhei em parceria com a Rádio Jovem Pan FM de Campinas, sendo idealizador das festas Pan Eletrônica, mesmo nome de um futuro programa que jamais saiu da gaveta…

De Maio à Dezembro comandei o Programa PISTA 89 da 89,3 FM de Campinas, rádio que foi vendida posteriormente à Nativa FM.

Também fui Dj do Programa Injeção Eletrônica, da Rádio Max FM de Itajubá, sul de Minas.

Além de todas as atividades que descrevi, sempre participei e continuo participando apenas como Dj Convidado em vários programas de Rádios via internet, além de continuar tocando em festas e casas noturnas.

Embora não possa negar que sempre tive ótimas oportunidades em minha vida profissional, não posso deixar de dizer que sou movido a desafios e a dificuldade me inspira, sinceramente!

Nos vemos…